
"Agora é a Odebrecht, mas outras dez empresas brasileiras estão sendo investigadas por autoridades americanas. Entre elas a Petrobrás, a Eletronuclear e outras grandes empreiteiras. Como a Odebrecht,elas também foram sangradas pela Lava Jato e ainda têm muito o que sangrar em acordos de leniência para se livrar de processos que só foram possíveis graças à cooperação dos procuradores brasileiros com as autoridades estrangeiras, realizada em desacordo com as normas da cooperação jurídica internacional, atropelando a autoridade central, que é o Ministério da Justiça e ferindo a soberania nacional", escreve Tereza Cruvinel; "Num tempo em que o sentido real dos fatos é sempre distorcido, o que ouvimos agora são aplausos à 'competência' americana ao deslindar as ações ilícitas internacionais da Odebrecht e da Braskem", acrescenta a jornalista, que prevê: "Em algum futuro, Rodrigo Janot, Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato poderão responder por estas ações contra o interesse nacional".
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