No mês de novembro de 2015 a Câmara de Vereadores de
Tucano, aprovou três projetos de Lei que beneficiavam o servidor público e a população
deste Município. Um dos projetos
legislava contra o nepotismo no governo municipal, o segundo tratava da unificação
de cadastro de servidores com dois concursos e o terceiro projeto estabelecia
uma data base para o pagamento dos salários. Após aprovado, seguindo as normas
regimentais, os mesmos foram encaminhados ao gabinete do prefeito, que sem
pestanejar vetou os três projetos. Os quais foram devolvidos a câmara para
apreciar e votar pela manutenção do veto do prefeito ou simplesmente derrubar o
veto e manter a aprovação dos mesmos. Não se sabe por quais motivos, 8 dos 15
vereadores aceitaram os argumentos do então gestor, Igor Nunes e votaram em
favor do veto, deixando a população e os servidores a ver navios, caso houvesse mar por aqui.
Mês de outubro de 2016 a mesma Câmara, aprova os
projetos de Leis 013 e 014, que reajusta os vencimentos dos vereadores,
prefeito e secretários, que seguindo os mesmos trâmites, foram encaminhados
para o gabinete do prefeito. Não se sabe novamente por qual, ou quais motivos,
ou talvez possa até se imaginar, já que o mesmo não está muito bem visto pelos
servidores que estão com seus vencimentos em atrasos, ou devido a pressão
popular organizada pelo grupo Mobiliza Tucano, o prefeito em seus últimos atos
governamentais, vetou os projetos supra citados. Seguindo os mesmos
procedimentos, voltarão para o plenário da Câmara, onde os vetos serão
apreciados e votados pela sua manutenção ou não.
E agora? Qual será a decisão a ser tomada? Os
ilustres vereadores irão manter o veto e não reajustar os próprios salários? Ou
farão uso de dois pesos e duas medidas e derrubarão o veto e aumentarão os seus
salários? Indo contrário a vontade do povo e traindo pela segunda vez os
servidores. Vamos aguardar o desfecho dessa história e ver se podemos da uma carta
de credibilidade aos nobres vereadores ou se vamos confirmar o fato de que eles
não estão nem aí para o povo.
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