Os petroleiros entram em greve por tempo indeterminado neste domingo, após a direção da Petrobrás se negar a negociar a Pauta pelo Brasil, definida pela categoria durante a realização da 5ª Plenária Nacional da FUP. Os trabalhadores petroleiros, cuja data base é 1º de setembro, estão em campanha reivindicatória. Mas este ano, na pauta encaminhada à empresa, não consta nenhuma reivindicação econômica. Em plenária da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que aconteceu no mês de julho, a categoria aprovou a Pauta pelo Brasil, composta por 10 itens, reivindicando, entre outras coisas, a manutenção dos investimentos em todas as suas demandas para a cadeia produtiva nacional da indústria do petróleo e gás, contratando plataformas, sondas, embarcações de apoio no país e a recomposição do efetivo. De acordo com o coordenador do Sindipetro-Bahia e conselheiro eleito do Conselho de Administração da Petrobrás, Deyvid Bacelar, a escolha da pauta tem o objetivo de defender o Sistema Petrobrás, evitando a venda de seus ativos e, consequentemente, garantindo a manutenção dos empregos e a continuidade do papel social da companhia, além da geração de riquezas nos estados e municípios situados no entorno das unidades da Petrobrás. Atualmente na Bahia a Petrobrás tem aproximadamente 76 campos de produção de petróleo e gás.
Desde o mês de julho, a categoria, em nível nacional, realizou uma série de atividades e mobilizações contra o Plano de Negócios (PNG) anunciado pela empresa, que prevê um montante de desinvestimento da ordem de US$ 15,1 bilhões (sendo 30% na área de Exploração e Produção, 30% no Abastecimento e 40% no Gás e Energia). De acordo com a própria empresa, o plano também prevê esforços em reestruturação de negócios, desmobilização de ativos e desinvestimentos adicionais, totalizando US$ 42,6 bilhões entre 2017 e 2018.
Fonte: Politica Livre
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