Ao final da reunião ministerial com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou a decisão do governo de fazer uma correção no salário mínimo para R$ 545, a partir do dia 1º de fevereiro. O ministro justificou que com a regra de reajuste – variação de inflação mais PIB – o valor iria para R$ 543, mas será feito um arredondamento. Leia mais em Guido Mantega anuncia que novo salário mínimo ficará em R$ 545 .
Saiu a inflação ( de dezembro) vamos fazer uma correção - disse Mantega, ressaltando que o valor não trará problemas para o caixa do governo.
Segundo o ministro, será editada uma medida provisória (MP) que vai garantir a política de reajuste do salário mínimo para 2011-2015, sendo que a regra atual permanece.
- A política será formalizada e com isso os trabalhadores terão os aumentos garantidos - afirmou Mantega.
A partir do próximo ano, segundo o ministro, o aumento do salário mínimo será "substancial".
A reunião, que começou às 14h25 e terminou por volta das 19h, foi a primeira reunião ministerial comandada pela presidente Dilma Rousseff. O objetivo era tratar do Orçamento deste ano e unificar o discurso da equipe. Dilma também informou os ministros dos critérios para preenchimento dos cargos de segundo escalão. Após o compromisso, estava prevista a ida da presidente Dilma Rousseff para Porto Alegre, onde ela deverá passar o final de semana.
Durante a reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez uma exposição sobre a conjuntura econômica no mundo e os reflexos na economia brasileira, com diversos gráficos e tabelas . Mantega iniciou destacando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "colocou o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável" e que o governo Dilma vai "consolidar o desenvolvimento e colocá-lo em patamares mais elevados". Esta semana, Dilma pediu aos ministros que façam uma rigorosa revisão dos gastos com custeio . A presidente adotou como lema de sua administração "fazer mais com menos" e vai dar um prazo para que cada um apresente sua lista de cortes.
Planejamos uma redução sensível dos gastos. Vamos olhar se tem gordura em algum lugar, algo que possa ser reduzido. Sempre é possível aumentar a eficiência, fazer mais com menos gastos, disse antes de entrar na reunião ministerial.
Mais cedo, o ministro disse que ainda não determinou um número para o corte do Orçamento em 2011, que deve ser apresentado para a presidente apenas no início de fevereiro.
- A gente vai discutir cada projeto e vamos levar à presidente uma proposta no início de fevereiro. O trabalho vai demorar umas duas, três semanas.
Os cortes são vistos como instrumento importante em meio à pressão inflacionária e esperada alta de juros, o que pode valorizar ainda mais o real.
A reunião ministerial também teve como objetivo afinar os discursos. Na semana passada, dois ministros divergiram publicamente em relação ao reajuste do salário mínimo. Após Guido Mantega ter dito que o governo vetaria qualquer valor acima de R$ 540 para o salário mínimo, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que o Congresso é soberano para decidir sobre o reajuste . Fontes do governo afirmam que Dilma não gostou da divergência, mas sabe que elas são comuns em início de governo.
Fonte: Politica livre
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