De dois em dois anos, o país se torna cenário de um evento o qual chamamos democracia. E nessa comedia/tragédia, que acontece para eleger prefeitos e vereadores e após um biênio, também elege deputados, senadores, governadores e presidente, vem a cada ano se tornando um caldeirão de sopa com ingredientes indigestos feito com elementos experimentais de laboratórios. Que não se misturam, mas que nesse curto prazo de tempo que antecede as eleições, esquece o passado uns dos outros, ou vem a tona a sujeirada das últimas campanhas. É um beija e abraça uns aos outros, entre eles nomes e homens que dizem ter articulado uma plataforma de reconstrução ou de continuidade, de moralização ou dezenas de outras designações, apenas com o intuito de confundir a cabeça de eleitores pouco informados e que não sabem discernir entre o bife a milanesa e o bife ali na mesa.
No último dia sete de julho a população tucanense viveu algo inusitado, mas que já era de se esperar, quando a política tripolar publicamente mostra sua adesão à candidatura a reeleição do então governador da Bahia, Jaques Wagner.
Como diz o velho ditado, “uma imagem vale mais que mil palavras”, eu vos apresento duas imagens da nossa realidade política. Onde as palavras apenas traduzem a dúvida e a incerteza para nossos eleitores que por falta de opção se vêem obrigados a “escolherem” representantes sem compromisso, sem palavras, sem a ações nem políticas públicas do bem comum.
Afinal, o que de dizer de um governo municipal? que desgovernou as contas públicas, que contrata e demite servidores a todo instante, que por três anos e nove meses criticou a política do governo baiano, que recentemente abraçou Paulo Souto em Euclides da Cunha declarando seu apoio e que no último sábado (dia 07 de agosto) abraçou a candidatura de Wagner, que subiu no mesmo palanque em que estavam seus adversários políticos, que tanto prometeu ao povo de Tucano, mas que o que vemos é um município falido, sem as fábricas prometidas em campanhas, sem nenhum metro de calçamento nos povoados e distritos, sem estradas vincinais que facilitem a vida e o transporte das pessoas em seus deslocamentos diários, que não lembra que o povo o elegeu por acreditar na mudança.
Já não há mais em que ou quem acreditar, e nesses dois meses que seguem veremos a cara de nossos ilustres políticos de casa em casa dizendo que agora a história e diferente que o povo precisa acreditar.
Acreditar em que? Coelhinho da páscoa? Papai Noel? Duendes? Fadas? Saci Pererê?
Acreditar em que meu povo...?
Tucano, 10 de agosto de 2010
Por Adenilton Rocha - Presidente do SINDSMUT e da UNISIND

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